Mimetismo colonial na Ásia e África lusófonas

Investigador Responsável: Ricardo Roque
Equipa: Ricardo Roque, Cristiana Bastos, Tiago Saraiva, Ângela Barreto Xavier, José Miguel Ferreira (2012-2013), Carmo Daun e Lorena (2011).
Consultores: CA Bayly (Cambridge) e Ann L. Stoler (New School, NY)
Financiamento: FCT, Fundação para a Ciência e Tecnologia (Referência PTDC/CS-ANT/101064/2008)

Este projecto investigou processos de mimetismo colonial no quadro do colonialismo português tardio na Ásia e África, durante os séculos XIX e XX. O propósito consiste em examinar as complexidades inerentes à experiência europeia de ‘tornar-se Outro’ ou ‘tornar-se nativo’, copiando ou adoptando ideias, hábitos, costumes, ou tecnologias nativas, em diferentes situações coloniais. O estudo explorou em particular o modo como este mimetismo colonial se articulou com a cultura e a política da actividade imperial, o relacionamento entre comunidades coloniais e sociedades nativas, a produção de conhecimento, e a formação de novas formas de identidade. Na abordagem destas questões, o projecto partiu da seguinte hipótese central: a ideia de que a criação e preservação de relações miméticas entre colectivos europeus e colectivos nativos é crucial para a constituição do colonialismo. Tal visão implicou uma nova abordagem à problemática da mimese e das trocas interculturais na antropologia e nos estudos imperiais e pós-coloniais.

IMAGEM: Cover of “La Diffeza di la Razza”, II, 19, 20 March 1939 – XVII, “Antirazzisti de tutto il mondo, unitevi!”