As ciências da classificação antropológica em Timor Português (c. 1894-1975)

Investigador Responsável: Ricardo Roque
Equipa:
Ricardo Roque, Gonçalo Antunes, Hugo Cardoso, Cláudia Castelo, Vicente Paulino, Maria do Carmo Piçarra, Rita Poloni, Frederico Delgado Rosa, Lúcio Sousa.
Consultores:
Warwick Anderson (Sydney), Chris Ballard (ANU), Bronwen Douglas (ANU), Elizabeth Traube (Wesleyan), Claudine Friedberg (Paris)
Financiamento:
FCT, Fundação para a Ciência e Tecnologia (Referência HC/0089/2009)

Sítio

Este projecto visa compreender as histórias interligadas da classificação antropológica de povos indígenas e do colonialismo português, ao longo do século XX. Estudar-se-á estes processos focando as ciências da classificação antropológica do período colonial tardio. Ou seja: os regimes epistémicos e as disciplinas científicas dirigidas à ordenação das diferenças e afinidades biológicas, linguísticas e sócio-culturais entre populações humanas. Assim, o estudo vai considerar um conjunto diverso de métodos e tradições disciplinares da “antropologia”, desde abordagens bio-antropológicas (craniologia; antropometria; sero-antropologia, etc.) a perspectivas sócio-culturais (tais como filologia comparativa; antropologia social e cultural). É central a este projecto a hipótese de que a classificação antropológica e a ordem social e colonial devem ser tratadas como temas entrelaçados e processos interdependentes. Trata-se esta hipótese ampla através de um enfoque num caso empírico revelador: o trabalho de militares, funcionários, missionários e académicos portugueses investido na classificação e no mapeamento das “raças”, “línguas” e “culturas” de Timor Leste – designado por “Timor Português” durante o período coberto por este projecto.