{"id":4700,"date":"2019-11-11T17:42:01","date_gmt":"2019-11-11T17:42:01","guid":{"rendered":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/?page_id=4700"},"modified":"2019-11-13T14:45:44","modified_gmt":"2019-11-13T14:45:44","slug":"pluralismo-juridico-no-imperio-portugues-seculos-xviii-xx","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/pt\/pluralismo-juridico-no-imperio-portugues-seculos-xviii-xx\/","title":{"rendered":"PLURALISMO JUR\u00cdDICO NO IMP\u00c9RIO PORTUGU\u00caS (S\u00c9CULOS XVIII-XX)"},"content":{"rendered":"<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4686 alignleft\" src=\"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/icon393054-161a_orig-300x236.jpg\" alt=\"\" width=\"287\" height=\"226\" srcset=\"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/icon393054-161a_orig-300x236.jpg 300w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/icon393054-161a_orig-768x603.jpg 768w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/icon393054-161a_orig-250x196.jpg 250w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/icon393054-161a_orig-550x432.jpg 550w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/icon393054-161a_orig-800x628.jpg 800w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/icon393054-161a_orig-229x180.jpg 229w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/icon393054-161a_orig-382x300.jpg 382w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/icon393054-161a_orig-637x500.jpg 637w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/icon393054-161a_orig.jpg 1019w\" sizes=\"auto, (max-width: 287px) 100vw, 287px\" \/>Investigadoras principais:\u00a0<\/strong>Ana Cristina Fonseca Nogueira da Silva\u00a0(Investigadora Respons\u00e1vel); \u00c2ngela Maria Barreto Xavier\u00a0(Co-Investigadora Respons\u00e1vel)<\/p>\n<p><strong>Equipe:<\/strong>\u00a0Ricardo Nuno Afonso Roque;\u00a0Nuno Miguel de Moraes; Pestana Tarouca Camarinhas;\u00a0Lu\u00eds Pedroso de Lima Cabral de Oliveira;\u00a0Fernanda do Nascimento Thomaz; M\u00e9lissa Marie Frias; Samory Badona Monteiro; Maria da Concei\u00e7\u00e3o Mo\u00e7o Neto;\u00a0Janaina Bueno de Ara\u00fajo do Nascimento<\/p>\n<p><strong>Institui\u00e7\u00f5es:\u00a0<\/strong>Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa\/CEDIS (Institui\u00e7\u00e3o Proponente); Instituto de Ci\u00eancias Sociais<\/p>\n<p><strong>Financiamento<\/strong>:\u00a0FCT, Funda\u00e7\u00e3o para a Ci\u00eancia e Tecnologia (PTDC\/DIR-OUT\/30873\/2017)<\/p>\n<p>O objetivo deste projeto \u00e9 estudar o encontro entre a ordem jur\u00eddica portuguesa e as ordens jur\u00eddicas nativas nos territ\u00f3rios ultramarinos portugueses nos s\u00e9culos XVIII-XX. Pretende-se saber como \u00e9 que estas ordens foram classificadas, como foram usadas por colonizadores e colonizados, como interagiram e foram transformadas pelas situa\u00e7\u00f5es coloniais, em v\u00e1rias cronologias.<\/p>\n<p>O pluralismo jur\u00eddico \u00e9 um tema central da historiografia sobre os imp\u00e9rios, mas os trabalhos a ele dedicado na historiografia portuguesa t\u00eam privilegiado as reflex\u00f5es doutrinais das elites coloniais, e n\u00e3o a a\u00e7\u00e3o dos agentes locais da justi\u00e7a colonial e das popula\u00e7\u00f5es nativas envolvidas. Sabe-se, contudo, que o funcionamento do pluralismo jur\u00eddico emergiu das pr\u00e1ticas sociais dessas pessoas, os administradores e os \u2018s\u00fabditos\u2019 da justi\u00e7a colonial. Ambos o usaram estrategicamente, recorrendo seletivamente a normas e f\u00f3rmulas europeias e nativas e criando, nessas intera\u00e7\u00f5es, novas vers\u00f5es, coloniais, dos direitos tradicionais africanos e do direito portugu\u00eas. Uma compreens\u00e3o mais din\u00e2mica e completa do pluralismo jur\u00eddico no imp\u00e9rio portugu\u00eas exige, portanto, que se observem as duas dimens\u00f5es, a central e a local, em simult\u00e2neo. Pensamos que esta equipa, integrada por investigadores de institui\u00e7\u00f5es e \u00e1reas disciplinares diversas (hist\u00f3ria, direito, sociologia), alguns com estudos publicados sobre o tema, tem condi\u00e7\u00f5es para o fazer de forma multidisciplinar e inovadora.<\/p>\n<p>O primeiro n\u00edvel que iremos considerar \u00e9 ent\u00e3o aquele em que se localizam os agentes coloniais, na metr\u00f3pole e nas col\u00f3nias (legisladores, acad\u00e9micos ou ju\u00edzes e oficiais envolvidos na administra\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a). O segundo foco ser\u00e1 o recurso \u00e0 justi\u00e7a colonial pelas popula\u00e7\u00f5es nativas. N\u00e3o ser\u00e3o objecto de investiga\u00e7\u00e3o lit\u00edgios em que as partes sejam europeias nem ordens jur\u00eddicas nativas que n\u00e3o comunicaram com a justi\u00e7a portuguesa. Mapearemos tamb\u00e9m as estruturas judiciais ultramarinas durante o per\u00edodo considerado, bem como os agentes da justi\u00e7a. Fontes privilegiadas ser\u00e3o a doutrina jur\u00eddica, a legisla\u00e7\u00e3o, debates pol\u00edticos, relat\u00f3rios administrativos e judiciais, jurisprud\u00eancia e c\u00f3digos de \u2018usos e costumes\u2019. A investiga\u00e7\u00e3o ser\u00e1 orientada pelas seguintes quest\u00f5es: de que modo os sujeitos envolvidos usaram estrategicamente o pluralismo? at\u00e9 onde foi a permeabilidade das ordens nativas ao direito europeu e vice-versa e como se transformaram mutuamente? Outputs do projeto ser\u00e3o 2 monografias, 1 roteiro de fontes, artigos em revistas cient\u00edficas, dois semin\u00e1rios internacionais e 1 site com bibliografia, fontes e imagens.<\/p>\n<p>Deste trabalho resultar\u00e1 uma vis\u00e3o global do pluralismo jur\u00eddico nas col\u00f3nias portuguesas, o que permitir\u00e1, al\u00e9m de estudos comparativos com outros imp\u00e9rios, uma melhor compreens\u00e3o do papel do direito em sociedades multiculturais e multi\u00e9tnicas, bem como o di\u00e1logo interdisciplinar entre a hist\u00f3ria, o direito e os estudos contempor\u00e2neos sobre cidadania em contextos nacionais e transnacionais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_cbd_carousel_blocks":"[]","_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"class_list":["post-4700","page","type-page","status-publish","hentry"],"translation":{"provider":"WPGlobus","version":"3.0.0","language":"pt","enabled_languages":["en","pt"],"languages":{"en":{"title":true,"content":true,"excerpt":false},"pt":{"title":true,"content":true,"excerpt":false}}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4700","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4700"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4700\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4730,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4700\/revisions\/4730"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4700"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}