{"id":2638,"date":"2019-03-10T10:01:31","date_gmt":"2019-03-10T10:01:31","guid":{"rendered":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/?p=2638"},"modified":"2021-02-04T20:52:22","modified_gmt":"2021-02-04T20:52:22","slug":"mocambique-no-arquivo-edgard-leuenroth-exposicao-por-matheus-serva-pereira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/pt\/mocambique-no-arquivo-edgard-leuenroth-exposicao-por-matheus-serva-pereira\/","title":{"rendered":"Mo\u00e7ambique no Arquivo Edgard Leuenroth. Por Matheus Serva Pereira"},"content":{"rendered":"<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2637 alignleft\" src=\"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Cartaz-Exposic\u0327a\u0303ook-co\u0301pia-724x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"330\" height=\"467\" srcset=\"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Cartaz-Exposic\u0327a\u0303ook-co\u0301pia-724x1024.jpg 724w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Cartaz-Exposic\u0327a\u0303ook-co\u0301pia-212x300.jpg 212w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Cartaz-Exposic\u0327a\u0303ook-co\u0301pia-768x1086.jpg 768w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Cartaz-Exposic\u0327a\u0303ook-co\u0301pia-250x354.jpg 250w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Cartaz-Exposic\u0327a\u0303ook-co\u0301pia-550x778.jpg 550w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Cartaz-Exposic\u0327a\u0303ook-co\u0301pia-800x1131.jpg 800w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Cartaz-Exposic\u0327a\u0303ook-co\u0301pia-127x180.jpg 127w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Cartaz-Exposic\u0327a\u0303ook-co\u0301pia-354x500.jpg 354w\" sizes=\"auto, (max-width: 330px) 100vw, 330px\" \/>Exposi\u00e7\u00e3o <em>Mo\u00e7ambique: independ\u00eancia e na\u00e7\u00e3o no acervo do AEL<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Por Matheus Serva Pereira (UNICAMP, Investigador Visitante ICS-ULisboa)<\/p>\n<p>Em 2013, o <a href=\"https:\/\/www.ael.ifch.unicamp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Arquivo Edgard Leuenroth<\/strong><\/a> (AEL), localizado na <strong>Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP<\/strong>), realizou um mapeamento das fontes sobre a Hist\u00f3ria da \u00c1frica e dos movimentos sociais negros em seus diferentes fundos e cole\u00e7\u00f5es. A iniciativa foi suscitada pelo reconhecimento de pesquisas individuais realizadas no acervo que demonstravam a riqueza e o pouco conhecimento dos documentos sobre os temas destacados, bem como pela consulta limitada a conjuntos cedidos ao AEL e adquiridos com recursos de projetos desenvolvidos pelo <a href=\"https:\/\/www.cecult.ifch.unicamp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Centro de Pesquisa em Hist\u00f3ria Social da Cultura<\/a> (CECULT) e Programa FAP-Livros da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (FAPESP). A listagem resultante deste levantamento surpreendeu pela quantidade e originalidade. De origem variada, esses documentos foram discriminados pelo projeto <em><strong>Fontes para a hist\u00f3ria da \u00c1frica no acervo do Arquivo Edgard Leuenroth: repert\u00f3rio documental, 1711-1972<\/strong>, <\/em>cujo objetivo \u00e9 divulgar as fontes sobre a Hist\u00f3ria da \u00c1frica no acervo do AEL.<\/p>\n<p>Como resultado direto desse projeto coordenado pela Prof. Dr.\u00aa Lucilene Reginaldo, a<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/events\/812246532441607\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> exposi\u00e7\u00e3o <em>Mo\u00e7ambique: independ\u00eancia e na\u00e7\u00e3o no acervo do AEL<\/em><\/a>, coordenada pelo Prof. Dr. Matheus Serva Pereira (p\u00f3s-doutorando-UNICAMP e Investigador Visitante no ICS-UL), tem como objetivo promover a divulga\u00e7\u00e3o, a partir de uma possibilidade de interpreta\u00e7\u00e3o, das preciosas fontes da Hist\u00f3ria contempor\u00e2nea de Mo\u00e7ambique sob a guarda do AEL. No acervo destacam-se dois fundos: Luis Carlos Prestes e Teatro Oficina. No total de mais de 11 metros lineares que comp\u00f5em o primeiro h\u00e1 um precioso conjunto documental composto por fontes sobre os processos de independ\u00eancias na \u00c1frica, a atua\u00e7\u00e3o da Frente Nacional de Liberta\u00e7\u00e3o de Mo\u00e7ambique (FRELIMO), movimentos sociais, projetos culturais etc. Alguns destes registros s\u00e3o ainda hoje de acesso restrito em arquivos africanos. O fundo Teatro Oficina abriga uma s\u00e9rie de documentos sobre o projeto Cinema\u00e7\u00e3o, realizado em Mo\u00e7ambique na fase de cria\u00e7\u00e3o do Instituto Nacional de Cinema (INC), al\u00e9m de c\u00f3pias e registros da produ\u00e7\u00e3o do filme de longa-metragem \u201c25\u201d, resultante da parceria entre o INC e o grupo Oficina. Filmado em Maputo, retrata a \u201cFesta da Independ\u00eancia de Mo\u00e7ambique\u201d, proclamada no dia 25 de Junho de 1975. Nosso intuito \u00e9 o de divulgar essa vasta documenta\u00e7\u00e3o e fomentar novas pesquisas sobre o per\u00edodo, contribuindo para o campo de produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamico e educacional realizado no Brasil sobre os passados africanos. A exposi\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 em cartaz, primeiramente, no sagu\u00e3o do AEL, entre os dias 13\/03 e 28\/06\/2019. Em seguida, entre os dias 01\/08 e 10\/09\/2019, na <strong>Biblioteca Oct\u00e1vio Ianni (IFCH-Unicamp)<\/strong>.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2642\" aria-describedby=\"caption-attachment-2642\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2642\" src=\"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/FOTO-EXPO-AEL_-B-300x204.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"204\" srcset=\"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/FOTO-EXPO-AEL_-B-300x204.jpg 300w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/FOTO-EXPO-AEL_-B-768x522.jpg 768w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/FOTO-EXPO-AEL_-B-1024x696.jpg 1024w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/FOTO-EXPO-AEL_-B-135x93.jpg 135w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/FOTO-EXPO-AEL_-B-250x170.jpg 250w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/FOTO-EXPO-AEL_-B-550x374.jpg 550w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/FOTO-EXPO-AEL_-B-800x544.jpg 800w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/FOTO-EXPO-AEL_-B-265x180.jpg 265w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/FOTO-EXPO-AEL_-B-442x300.jpg 442w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/FOTO-EXPO-AEL_-B-736x500.jpg 736w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2642\" class=\"wp-caption-text\">Cena do FIlme 25. Fundo Teatro Oficina &#8211; AEL<\/figcaption><\/figure>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m contar\u00e1 com uma vers\u00e3o virtual e ampliada, que se encontra em constru\u00e7\u00e3o e com previs\u00e3o para lan\u00e7amento no primeiro semestre de 2019. Nesse formato, imagens e textos ser\u00e3o disponibilizados para serem empregados como recursos investigativos e did\u00e1ticos. Exemplificando essas possibilidades, estar\u00e3o dispon\u00edveis dois planos de aula: \u201cNacionalismo(s) no plural: a constru\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o em contextos africanos\u201d e \u201cMulheres na luta por Independ\u00eancia\u201d, elaborados por Guilherme Silva, J\u00e9ssica Cristina Rosa e Talita Favrin de Souza, bolsistas de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica que compuseram a equipe da exposi\u00e7\u00e3o, sob a coordena\u00e7\u00e3o da Prof. Dr.\u00aa Lucilene Reginaldo e do Prof. Dr. Matheus Serva Pereira. Pretende-se estimular discuss\u00e3o de tem\u00e1ticas suscitadas pela an\u00e1lise das fontes sobre as independ\u00eancias das ex-col\u00f4nias portuguesas na \u00c1frica e, mais especificamente, Mo\u00e7ambique, numa perspectiva ampla da Hist\u00f3ria contempor\u00e2nea da \u00c1frica.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, para a exposi\u00e7\u00e3o <em>Mo\u00e7ambique: independ\u00eancia e na\u00e7\u00e3o no acervo do AEL<\/em> o etnomusic\u00f3logo Mateus Berger Kuschick, e os historiadores Alexandre Reis e Amanda Palomo Alves, conjuntamente com Matheus Serva Pereira, elaboraram a <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/playlist\/3RfhIsmLeFCLKLc5Be4qrs?si=4zwHU0bjTRyndBjKoNhOpA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>playlist no Spotify<\/strong><\/a>, intitulada <strong><em>Hist\u00f3ria da \u00c1frica no AEL. <\/em><\/strong>O trabalho consiste de uma curadoria com base em suas experi\u00eancias no campo da investiga\u00e7\u00e3o sobre a rela\u00e7\u00e3o entre cultura, sociedade, transforma\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e m\u00fasica em S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau, Angola e Mo\u00e7ambique, durante o per\u00edodo em que foram colonizados por Portugal e nos contextos p\u00f3s-coloniais. Foram selecionados 32 sons de Angola; 17 sons de Cabo Verde; 12 de S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe; 18 da Guin\u00e9-Bissau; 27 de Mo\u00e7ambique e 15 de artistas brasileiros que em suas m\u00fasicas fazem pontes com esses pa\u00edses. As can\u00e7\u00f5es podem ser acessadas por este <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/playlist\/3RfhIsmLeFCLKLc5Be4qrs?si=4zwHU0bjTRyndBjKoNhOpA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">link<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Mo\u00e7ambique: independ\u00eancia e na\u00e7\u00e3o no acervo do AEL&#8221; divulga fontes in\u00e9ditas para a hist\u00f3ria de \u00c1frica dispon\u00edveis no Arquivo Edgard Leuenroth (UNICAMP, Brasil). Co-organiza\u00e7\u00e3o de Matheus Serva Pereira.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2642,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_cbd_carousel_blocks":"[]","_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[76,140,42],"tags":[45,9,153,97,113,27,154,124,12,149,188,19],"class_list":["post-2638","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-audio","category-exposicao","category-divulgacao","tag-africa","tag-angola","tag-anti-colonial-struggle","tag-archive","tag-brazil","tag-cabo-verde","tag-guinea-bissau","tag-memory","tag-mocambique","tag-nationalismo","tag-sao-tome-e-principe","tag-sonoridades"],"translation":{"provider":"WPGlobus","version":"3.0.0","language":"pt","enabled_languages":["en","pt"],"languages":{"en":{"title":true,"content":true,"excerpt":true},"pt":{"title":true,"content":true,"excerpt":true}}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2638","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2638"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2638\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4489,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2638\/revisions\/4489"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2642"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2638"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2638"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2638"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}