{"id":10618,"date":"2025-01-03T13:52:05","date_gmt":"2025-01-03T13:52:05","guid":{"rendered":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/?p=10618"},"modified":"2025-01-14T14:47:49","modified_gmt":"2025-01-14T14:47:49","slug":"reflexoes-sobre-o-continente-africano-agencias-vivencias-e-historiografias-seculos-xix-e-xx-21-jan-11h","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/reflexoes-sobre-o-continente-africano-agencias-vivencias-e-historiografias-seculos-xix-e-xx-21-jan-11h\/","title":{"rendered":"Reflex\u00f5es sobre o continente africano: ag\u00eancias, viv\u00eancias e historiografias (s\u00e9culos XIX e XX) | 23 Jan | 11h"},"content":{"rendered":"<p class=\"rtejustify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-10672 alignleft\" src=\"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imperios_reflexoes_historia_da_africa_0-300x169.png\" alt=\"\" width=\"371\" height=\"209\" srcset=\"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imperios_reflexoes_historia_da_africa_0-300x169.png 300w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imperios_reflexoes_historia_da_africa_0-1024x576.png 1024w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imperios_reflexoes_historia_da_africa_0-768x432.png 768w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imperios_reflexoes_historia_da_africa_0-250x141.png 250w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imperios_reflexoes_historia_da_africa_0-550x309.png 550w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imperios_reflexoes_historia_da_africa_0-800x450.png 800w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imperios_reflexoes_historia_da_africa_0-320x180.png 320w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imperios_reflexoes_historia_da_africa_0-533x300.png 533w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imperios_reflexoes_historia_da_africa_0-889x500.png 889w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imperios_reflexoes_historia_da_africa_0.png 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 371px) 100vw, 371px\" \/>No dia 23 de janeiro (NOVA DATA) ter\u00e1 lugar no ICS-ULisboa o semin\u00e1rio <i>Reflex\u00f5es sobre o continente africano: ag\u00eancias, viv\u00eancias e historiografias (s\u00e9culos XIX e XX)<\/i>, uma iniciativa do projeto &#8220;Hist\u00f3ria da \u00c1frica em portugu\u00eas: converg\u00eancias e diverg\u00eancias&#8221; (UFBA \/ ICS-ULisboa), em parceria com o Grupo de Pesquisa AnaG\u00ea (USP) e o GI Imp\u00e9rios (ICS-ULisboa). Cristina Wissenbach (USP), Iamara de Almeida Nepomuceno (PPGHS\/USP) e N\u00fabia Aguilar (IH- UFRJ) ser\u00e3o as oradoras, com modera\u00e7\u00e3o de Matheus Serva Pereira (ICS-ULisboa). A partir das 11h, na Sala Maria de Sousa do ICS-ULisboa.<\/p>\n<p><strong>Din\u00e2micas oitocentistas do com\u00e9rcio de escravos e da escraviza\u00e7\u00e3o em Mo\u00e7ambique: amplitude &amp; continuidade, fontes &amp; tend\u00eancias historiogr\u00e1ficas<\/strong><br \/>\nCristina Wissenbach (Hist\u00f3ria Social &#8211; USP)<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Nos \u00faltimos tempos a historiografia sobre o com\u00e9rcio de escravos e os processos de escraviza\u00e7\u00e3o em Mo\u00e7ambique oitocentista, tem crescido de forma expressiva, aproveitando as informa\u00e7\u00f5es recolhidas por diferentes bases de dados, entre elas a Slave Voyages, mas tamb\u00e9m os dados sistematizados por Jos\u00e9 Capela, tanto no \u201cRepert\u00f3rio das viagens dos navios de Mo\u00e7ambique\u201d (2002), quanto por seu importante Dicion\u00e1rio de negreiros, publicado em 2007. Se de in\u00edcio, as informa\u00e7\u00f5es da base SlaveVoyage permitiram redimensionar a participa\u00e7\u00e3o da \u00c1frica Oriental no com\u00e9rcio atl\u00e2ntico e o dicion\u00e1rio, a composi\u00e7\u00e3o plural da elite negreira, deixaram a mostra outros flancos, quais sejam, as rela\u00e7\u00f5es entre Mo\u00e7ambique e as demais sociedades \u00edndicas, considerando o per\u00edodo cronol\u00f3gico estendido, principalmente. Vencendo o que Abdul Sheriff chamou da &#8220;tirania do Atl\u00e2ntico&#8221;, \u00e9 extensa a produ\u00e7\u00e3o em torno das particularidades destes processos no contexto da \u00c1frica Oriental; imbu\u00edda pelo espectro temporal alargado verifica-se, de um lado, a continuidade da comercializa\u00e7\u00e3o de seres humanos sob novos r\u00f3tulos e mecanismos e, de outro, a forma\u00e7\u00e3o dos agrupamentos de refugiados no contexto local (de Mo\u00e7ambique e das regi\u00f5es adjacentes) e as comunidades diasp\u00f3ricas que se estendem por v\u00e1rias das sociedades \u00edndicas. O objetivo desta apresenta\u00e7\u00e3o \u00e9 adensar essas dire\u00e7\u00f5es, dimens\u00f5es e estudos, demonstrando a continuidade das discuss\u00f5es referidas no artigo a ser publicado na revisa Afro-Asia, \u201cInflex\u00f5es \u00edndicas na di\u00e1spora atl\u00e2ntica e nas din\u00e2micas do trato de seres humanos na \u00c1frica centro-oriental, ao longo do s\u00e9culo XIX\u201d, bem como a recente produ\u00e7\u00e3o feita junto ao GP AnaGerturdes de Jeuss, mulher da Terra, dDH\/CNPq.<\/p>\n<p><strong>Ancestralidade, Colonialismo e Morte: A Reconfigura\u00e7\u00e3o Social em Choriro<\/strong><br \/>\nIamara de Almeida Nepomuceno (PPGHS\/USP)<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">No romance Choriro (2009) de Ungulani Ba Ka Khosa, a morte \u00e9 um processo de transforma\u00e7\u00e3o social, pol\u00edtica e espiritual, mais que um evento f\u00edsico. Nesta narrativa, ela ganha sentido simb\u00f3lico de continuidade e ruptura sociopol\u00edtica, passa a refletir um profundo elo com a ancestralidade e o poder no Vale do Zambeze. Neste trabalho, analiso Choriro \u00e0 luz da &#8220;est\u00e9tica da morte&#8221;, destacando como a obra a utiliza para narrar conflitos, din\u00e2micas hist\u00f3ricas e sociopol\u00edticas da regi\u00e3o. Neste romance, h\u00e1 a recupera\u00e7\u00e3o de vozes marginalizadas que ajudam a reconstituir a hist\u00f3ria do Vale do Zambeze, a qual esteve frequentemente ofuscada pela narrativa da luta pela independ\u00eancia. O Choriro diz respeito \u00e0s cerim\u00f4nias de luto que, no caso do romance, s\u00e3o realizadas pelas seis esposas do mambo Nhabezi, cuja evoca\u00e7\u00e3o remete \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o mpondoro, na qual, o falecido se transforma em esp\u00edrito protetor ancestral. Nesse momento, a transmuta\u00e7\u00e3o molda o futuro da comunidade, tamb\u00e9m simboliza a preserva\u00e7\u00e3o das identidades africanas frente ao colonialismo. Al\u00e9m disso, a morte em Choriro \u00e9 met\u00e1fora para a viol\u00eancia colonial e o impacto do tr\u00e1fico de escravos no s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p><strong>Intelectualidade e escrita cr\u00edtica na Uni\u00e3o Sul-Africana (1950)<\/strong><br \/>\nN\u00fabia Aguilar (IH- UFRJ)<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Esse estudo possui por objetivo apresentar alguns elementos que permitem discutir sobre como a escrita e representatividade foram canalizadas para a expressividade de grupos urbanizados durante a primeira d\u00e9cada do apartheid &#8211; principalmente na \u00e1rea de Johannesburg. The African Drum ser\u00e1 a fonte utilizada para subsidiar essa discuss\u00e3o. A revista lan\u00e7ada em 1951 foi um importante ve\u00edculo de circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, ideias e popularizou elementos que lidos em seu contexto hist\u00f3rico nos permite observar a dinamicidade e buscar por formas de viv\u00eancias e sobreviv\u00eancias em um contexto mais amplo cercado pela opress\u00e3o. Ao estudamos esse material dialogamos com uma realidade composta por muitas camadas, que atravessam os reducionismos e binarismos, por vezes recorrentes nas abordagens sobre o apartheid. Sem desconsiderar a conjuntura que delineava o pano de fundo, e a desigualdade e viol\u00eancia do Estado nesse per\u00edodo, recorremos a narrativas que nos permitem ler outras ag\u00eancias, arquitetadas por diferentes sujeitos hist\u00f3ricos diante dessas imposi\u00e7\u00f5es e nas assimetrias sociais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Semin\u00e1rio Reflex\u00f5es sobre o continente africano: ag\u00eancias, viv\u00eancias e historiografias (s\u00e9culos XIX e XX), com Cristina Wissenbach (USP), Iamara de Almeida Nepomuceno (PPGHS\/USP) e N\u00fabia Aguilar (IH- UFRJ) | 23 de Janeiro | 11h | ICS-ULisboa<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":10672,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_cbd_carousel_blocks":"[]","_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[32,42],"tags":[45,282,93],"class_list":["post-10618","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-encontro","category-divulgacao","tag-africa","tag-colonialism","tag-historiography"],"translation":{"provider":"WPGlobus","version":"3.0.0","language":"en","enabled_languages":["en","pt"],"languages":{"en":{"title":true,"content":true,"excerpt":true},"pt":{"title":true,"content":true,"excerpt":true}}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10618","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10618"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10618\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10674,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10618\/revisions\/10674"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10672"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10618"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10618"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10618"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}