{"id":1391,"date":"2018-04-19T12:40:51","date_gmt":"2018-04-19T12:40:51","guid":{"rendered":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/?p=1391"},"modified":"2022-12-22T15:09:30","modified_gmt":"2022-12-22T15:09:30","slug":"carta-aberta-sobre-o-projecto-de-um-museu-das-descobertas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/carta-aberta-sobre-o-projecto-de-um-museu-das-descobertas\/","title":{"rendered":"Carta aberta sobre o projecto de um \u201cMuseu das Descobertas\u201d"},"content":{"rendered":"<p>O GI Imp\u00e9rios do ICS-ULisboa associa-se \u00e0 iniciativa de mais de oitenta acad\u00e9micos, difundindo abaixo a carta aberta sobre o projecto de um \u201cMuseu das Descobertas\u201d, publicada no <a href=\"https:\/\/expresso.pt\/cultura\/2018-04-12-A-controversia-sobre-um-Museu-que-ainda-nao-existe.-Descobertas-ou-Expansao-\">Expresso de 12 de Abril de 2018<\/a>.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1393\" aria-describedby=\"caption-attachment-1393\" style=\"width: 735px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1393 size-large\" src=\"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Cantino_Planisphere-1024x480.jpg\" alt=\"\" width=\"735\" height=\"345\" srcset=\"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Cantino_Planisphere-1024x480.jpg 1024w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Cantino_Planisphere-300x141.jpg 300w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Cantino_Planisphere-768x360.jpg 768w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Cantino_Planisphere.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 735px) 100vw, 735px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1393\" class=\"wp-caption-text\">Planisf\u00e9rio de Cantino (1502), a mais antiga carta n\u00e1utica portuguesa conhecida. Biblioteca Estense Universit\u00e1ria de Modena. Fonte: wikipedia.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong style=\"font-size: 1rem;\">Porque \u00e9 que um museu dedicado \u00e0 &#8216;Expans\u00e3o&#8217; portuguesa e aos processos que desencadeou n\u00e3o pode nem deve chamar-se &#8216;Museu das Descobertas&#8217;?<\/strong><\/p>\n<p>A ideia de construir um &#8216;Museu das Descobertas&#8217; na cidade de Lisboa, inclu\u00edda no programa eleitoral de Fernando Medina de 2017, n\u00e3o \u00e9 nova, e tem sido objecto, nas \u00faltimas semanas, de algumas reflex\u00f5es no espa\u00e7o p\u00fablico.\u00a0Num momento em que a capital est\u00e1 a viver um surto de turismo e interesse internacional nunca visto, criar um museu sobre este per\u00edodo hist\u00f3rico pode parecer tentador.<\/p>\n<p>Se existem vantagens na cria\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o museol\u00f3gico deste tipo, porque \u00e9 que ele n\u00e3o deve intitular-se &#8216;Museu das Descobertas&#8217;?<\/p>\n<p>Desde logo, porque essa designa\u00e7\u00e3o cristaliza uma incorrec\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, raz\u00e3o pela qual, como historiadores e cientistas sociais, n\u00e3o podemos estar de acordo com ela. Apesar do voc\u00e1bulo &#8216;descobrimento&#8217;, no singular e no plural, ter sido utilizado nos s\u00e9culos XV e XVI para descrever o facto de se terem encontrado terras e mares desconhecidos na Europa, a verdade \u00e9 que, na quase totalidade dos casos, ele apenas se refere \u00e0 percep\u00e7\u00e3o da realidade do ponto de vista dos povos europeus. \u00c9 inquestion\u00e1vel que Vasco da Gama descobriu o caminho mar\u00edtimo para a \u00cdndia, para quem, naquela altura, vivia na Europa Ocidental. Precisamente porque um dos aspectos que resultou deste e de outros epis\u00f3dios de &#8216;expans\u00e3o&#8217; foi o contacto entre povos de culturas muito diversas, \u00e9 que \u00e9 t\u00e3o importante considerar o ponto de vista e a percep\u00e7\u00e3o de todos os envolvidos. Para os n\u00e3o europeus, a ideia de que foram &#8216;descobertos&#8217; \u00e9 problem\u00e1tica.<\/p>\n<p>Ter-se-\u00e3o os povos africanos, asi\u00e1ticos e americanos, de hist\u00f3rias milenares, sentido &#8216;descobertos&#8217; pelos portugueses? E como se sentir\u00e3o hoje as popula\u00e7\u00f5es oriundas desses territ\u00f3rios ao visitarem um espa\u00e7o museol\u00f3gico que priva os seus antepassados de iniciativa hist\u00f3rica, reduzindo-os ao papel de objecto da ac\u00e7\u00e3o descobridora, muitas vezes violenta, dos portugueses? Sabe-se hoje que, ainda antes da viagem de Vasco da Gama, os chineses ensaiaram programas de navega\u00e7\u00e3o que poderiam ter tido como resultado o descobrimento do caminho mar\u00edtimo para a Europa. Se assim tivesse sucedido, os europeus da \u00e9poca ter-se-iam sentido &#8216;descobertos&#8217; pelos chineses? E os europeus de hoje, incluindo os portugueses, sentir-se-iam bem com a exist\u00eancia, na China, de um museu que evocasse o modo como os chineses tinham posto os europeus na hist\u00f3ria do mundo?<\/p>\n<p>Ou seja, parece evidente que um museu que visa promover, como se prop\u00f5e no programa eleitoral de Fernando Medina, &#8216;a reflex\u00e3o sobre aquele per\u00edodo hist\u00f3rico nas suas m\u00faltiplas abordagens, de natureza econ\u00f3mica, cient\u00edfica, cultural, nos seus aspectos mais e menos positivos, incluindo um n\u00facleo dedicado \u00e0 tem\u00e1tica da escravatura&#8217; n\u00e3o deve chamar-se &#8216;Museu das Descobertas&#8217;. Isso seria uma outra forma de reduzir a riqueza e complexidade dos factos hist\u00f3ricos a um s\u00f3 ponto de vista \u2013 o portugu\u00eas. Ou de privilegiar este ponto de vista, impondo-o a outros que dele n\u00e3o partilham. Seria, ainda, recorrer a uma express\u00e3o frequentemente utilizada durante o Estado Novo para celebrar o passado hist\u00f3rico, e que convoca, por isso mesmo, um conjunto de sentidos que n\u00e3o s\u00e3o compat\u00edveis com o Portugal democr\u00e1tico. Seria, por fim, optar por uma via que se distancia de experi\u00eancias museol\u00f3gicas contempor\u00e2neas que abordam processos hist\u00f3ricos complexos e carregados de sentidos contradit\u00f3rios e conflituosos.<\/p>\n<p>Na \u00faltima d\u00e9cada, muitos museus, em v\u00e1rios lugares do mundo, t\u00eam sido espa\u00e7os determinantes nas novas formas de pensar a hist\u00f3ria, quer atrav\u00e9s das suas instala\u00e7\u00f5es permanentes, quer atrav\u00e9s de exposi\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias. Atribuir o nome de &#8216;Descobertas&#8217; a um novo espa\u00e7o museol\u00f3gico em Lisboa, ainda que nele se incluam m\u00faltiplas perspectivas, seria ignorar a riqueza dos debates e da investiga\u00e7\u00e3o internacional e nacional que tem sido feita sobre o per\u00edodo hist\u00f3rico em quest\u00e3o e os vocabul\u00e1rios que lhe est\u00e3o associados. E aquilo que tem sido feito s\u00e3o exerc\u00edcios de reflex\u00e3o cr\u00edtica que conduziram \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias que n\u00e3o s\u00e3o &#8216;nacionais&#8217;, porque incluem pessoas e experi\u00eancias de v\u00e1rios espa\u00e7os geogr\u00e1ficos. E que exigiram um grande rigor no momento de escolher as melhores palavras para designar e caracterizar essas hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>Os exemplos s\u00e3o in\u00fameros, e destacamos aqui apenas alguns. Em Washington inaugurou-se, em 2016, o National Museum of African American History &amp; Culture; h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada abriu, no Brasil, o Museu Afro Brasil; e,\u00a0em\u00a0Liverpool, o International Slavery Museum pensa as hist\u00f3rias contrapostas da escravatura. Em muitos pa\u00edses t\u00eam-se multiplicado as exposi\u00e7\u00f5es onde &#8216;as palavras e as coisas&#8217; s\u00e3o o resultado de uma reflex\u00e3o cr\u00edtica. Porqu\u00ea insistir, ent\u00e3o, num nome que, em vez de valorizar, tanto quanto for poss\u00edvel, as experi\u00eancias de todos os povos que estiveram envolvidos neste processo, valoriza somente um deles? Mesmo que a diversidade, a multiplicidade e &#8216;os aspectos positivos e negativos&#8217; venham a ser exemplarmente narrados num futuro museu, n\u00e3o ser\u00e3o comprometidos pela op\u00e7\u00e3o de um nome que persiste numa imprecis\u00e3o hist\u00f3rica?<\/p>\n<p>Os argumentos enunciados contra a designa\u00e7\u00e3o &#8216;Museu das Descobertas&#8217; aplicam-se, igualmente, \u00e0 designa\u00e7\u00e3o &#8216;Museu da Interculturalidade de Origem Portuguesa&#8217;, j\u00e1 que a esta tamb\u00e9m subjaz uma narrativa sobre o passado portugu\u00eas que peca por uma boa dose de mitifica\u00e7\u00e3o. Os portugueses dos s\u00e9culos XV a XVIII \u2013 bem como os dos s\u00e9culos XIX e XX &#8211; nem sempre foram paladinos do di\u00e1logo intercultural. Muito frequentemente foram o contr\u00e1rio disto. Como se pode ver, a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas a do nome, mas aquilo que o nome representa enquanto projecto ideol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Num momento em que se intensificam, em Portugal, os debates sobre a hist\u00f3ria colonial portuguesa, em que surgem grupos de afrodescendentes que querem uma hist\u00f3ria plural, em que a academia, jornalismo e sociedade civil come\u00e7am a falar de forma mais cr\u00edtica e mais aberta, \u00e9 importante que um novo museu seja tamb\u00e9m o reflexo dessa riqueza problematizante.<\/p>\n<p>Encontrar um outro nome que se possa tomar como ponto de partida para reflectir e para expor criticamente estes processos hist\u00f3ricos, poder\u00e1 exigir algum esfor\u00e7o. Mas n\u00e3o deixar\u00e1 de produzir resultados melhores do que o uso de uma express\u00e3o obsoleta, incorrecta, e carregada de sentidos equ\u00edvocos.<\/p>\n<p>Signat\u00e1rios:<\/p>\n<p>Alice Ramos, ICS-ULisboa; Am\u00e9lia Pol\u00f3nia, CITCEM\/FL-Universidade do Porto;\u00a0Ana Isabel Sardinha Desvignes, Universit\u00e9 Sorbonne Nouvelle &#8211; Paris 3; Ana Isabel Cordes L\u00f3pez Salazar, Univ. Complutense de Madrid, Espanha;\u00a0Ana Maria S. A. Rodrigues, FL-ULisboa; Andr\u00e9 Belo, Univ. Rennes II;\u00a0Anna M. Klobucka, Universidade de Massachusetts Dartmouth (EUA); \u00c2ngela Barreto Xavier, ICS-ULisboa; Ant\u00f3nio Cam\u00f5es Gouveia, CHAM\/NOVA-FCSH; Ant\u00f3nio Manuel Hespanha, CEDIS-NOVA; Ant\u00f3nio Sousa Ribeiro, CES Coimbra\/FLUC; Bruno Feitler, Universidade Federal de S\u00e3o Paulo\/\u00a0CNPq, Brasil;\u00a0Catarina Madeira Santos, EHESS-Paris; C\u00e1tia Antunes, Univ. de Leiden;\u00a0Claudio H. M. Batalha, UNICAMP, Brasil;\u00a0Cristiana Bastos, ICS-ULisboa; Cristina Nogueira da Silva, CEDIS\/NOVA-FD; David Frier, University of Leeds; Dejanirah Couto,\u00a0Ecole Pratique des Hautes Etudes, Paris.\u00a0Diogo Ramada Curto, IPRI-NOVA FCSH; Elsa Peralta CEC-ULisboa; Everton Salles Sousa, Universidade Federal da Ba\u00eda, Brasil; Federico Palomo, Universidad Complutense de Madrid; Fernanda Olival, CIDEHUS \u2013 Univ. \u00c9vora; Fernando Dores Costa, IHC\/NOVA FCSH; Filipa Lowndes Vicente, ICS-ULisboa;\u00a0Hermenegildo N. G. Fernandes,\u00a0CH\/FL-ULisboa;\u00a0Hugo Gon\u00e7alves Dores, CES- Coimbra;\u00a0In\u00eas Beleza Barreiros, FCSH-UNL, New York University; In\u00eas Galv\u00e3o, ICS-ULisboa; In\u00eas Ponte, ICS-ULisboa; Inoc\u00eancia Mata, FL-ULisboa; Iris Kantor, Universidade de S\u00e3o Paulo, Brasil; Isabel A. Ferreira Gould, CEC\/FL-ULisboa, The Ohio State University;\u00a0Isabel Castro Henriques, FL-ULisboa; Isabel Correa da Silva, ICS-ULisboa;\u00a0Joacine Katar Moreira, CEI\/ISCTE-IUL; Joana Cunha Leal, IHA\/NOVA-FCSH; Joana Estorninho de Almeida, CEDIS NOVA; Joana Fraga, ICS-ULisboa; Joana Pontes, CEI\/ISCTE-IUL; Joana Rita da Costa Brites, FLUC\/CEIS20-UC; Jo\u00e3o Jos\u00e9 dos Reis, Univ. Federal da Ba\u00eda, Brasil; Jo\u00e3o Paulo Oliveira e Costa, CHAM\/NOVA FCSH; Jo\u00e3o Vasconcelos, ICS-ULisboa; Jorge Flores, Instituto Universit\u00e1rio Europeu, Floren\u00e7a; Jorge Vala, ICS-ULisboa; Jos\u00e9 Alberto Tavim,\u00a0CH\/FL-ULisboa; CIDEHUS-Univ. \u00c9vora; Jos\u00e9 Dami\u00e3o Rodrigues,\u00a0CH\/FL-ULisboa;\u00a0Jos\u00e9 Manuel Sobral, ICS-ULisboa;\u00a0Jos\u00e9 Pedro Monteiro, NOVA IHMT;\u00a0Jos\u00e9 Neves,\u00a0Dep. Hist\u00f3ria &#8211; NOVA FCSH; Jos\u00e9 Silva Horta, FL-ULisboa; Jos\u00e9 Subtil, UAL; J\u00fania Furtado, Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil; Leonor Freire Costa,\u00a0ISEG, Universidade de Lisboa; Lisa Voigt, Ohio State University, EUA;\u00a0Lu\u00eds Filipe Barreto, FL-ULisboa; Lu\u00eds Trindade, Birkbeck, University of London; Lu\u00eds de Moura Sobral, Universit\u00e9 de Montr\u00e9al; Mafalda Soares\u00a0da Cunha, CIDEHUS-Univ. \u00c9vora;\u00a0Magda Nico, CIES-IUL; Manuela Ribeiro Sanches, CEC\/FL-ULisboa; Marco Morel, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Brasil;\u00a0Margarida Rendeiro, Universidade Lus\u00edada\/CHAM, FCSH-UNL;\u00a0Maria-Benedita Basto, Lettres, Sorbonne Universit\u00e9, Paris;\u00a0Maria Cardeira da Silva, CRIA\/NOVA-FCSH; Maria Augusta da Lima Cruz, Univ. do Minho; Maria do Carmo Pi\u00e7arra,\u00a0CECS-U.Minho \/ CFAC-U. Reading; Maria Jos\u00e9 Lobo Antunes, ICS-ULisboa; Maria Luiza Ferreira de Oliveira, Universidade Federal de S\u00e3o Paulo, Brasil;\u00a0Mariana Pinto dos Santos, IHA, NOVA-FCSH;\u00a0Marina Costa Lobo, ICS-ULisboa;\u00a0Margareth de Almeida Gon\u00e7alves, DHRI-PPHR\/Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Brasil;\u00a0Mark Sabine, Univ. Nottingham;\u00a0Marta Lan\u00e7a, FCSH-UNL;\u00a0Marta Macedo, ICS-ULisboa; Marta Rosales, ICS-ULisboa; Miguel Cardina, CES-Coimbra; Miguel Dantas Cruz, ICS-ULisboa;\u00a0Miguel Bandeira Jeronimo, CES-Coimbra;\u00a0Miguel Vale de Almeida ISCTE-IUL\/CRIA; N\u00e9lia Dias, ISCTE-IUL; Nuno Gon\u00e7alo Monteiro, ICS-ULisboa; Nuno Senos, NOVA FCSH;\u00a0Patr\u00edcia Ferraz de Matos, ICS-ULisboa;\u00a0Patr\u00edcia Martins Marcos, IHC-UNL;\u00a0Paulo Jorge Fernandes, NOVA FCSH;\u00a0Pedro Aires Oliveira, IHC-NOVA FCSH;\u00a0Pedro Cardim, CHAM-NOVA FCSH; Pedro Magalh\u00e3es, ICS-ULisboa; Pedro Puntoni, Universidade de S\u00e3o Paulo, Brasil;\u00a0Pedro Ramos Pinto, University of Cambridge;\u00a0Pedro Schacht Pereira, Ohio State University, CEC\/FL-ULisboa;\u00a0Ricardo Roque, ICS-ULisboa; Rita Almeida Carvalho, ICS-ULisboa;\u00a0Robert W. Slenes, Universidade Estadual de Campinas, Brasil;\u00a0Robert Raminelli, Universidade Federal Fluminense, Brasil; Roberta Stumpf, CHAM\/NOVA FCSH;\u00a0Rodrigo Lacerda, NOVA FCSH\/CRIA;\u00a0Rosa Maria Perez, ISCTE-IUL\/CRIA; Rui Bebiano, FLUC\/CES; Rui Costa Lopes, ICS-ULisboa; Rui Gomes Coelho, Rutgers University, EUA; Rui Tavares, Instituto Universit\u00e1rio Europeu, Floren\u00e7a; Sanjay Subrahmanyam, University of California, Los Angeles, EUA\/ Coll\u00e8ge de France; S\u00e9rgio Campos Matos, FL-ULisboa; Stuart Schwartz, Yale University, EUA;\u00a0Silvia Hunold Lara, UNICAMP, Brasil;\u00a0Susana Matos Viegas, ICS-ULisboa; Tamar Herzog, Harvard University, EUA;\u00a0Teresa Castro, Universit\u00e9 Sorbonne Nouvelle, Paris 3;\u00a0Walter Rossa, Fac. Arquitectura\/CES Coimbra;\u00a0Vanicl\u00e9ia Silva Santos, Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil;\u00a0Vitor Serr\u00e3o, ARTIS-IHA-FL-ULisboa; Zolt\u00e1n Biedermann, University College London\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima d\u00e9cada, muitos museus, em v\u00e1rios lugares do mundo, t\u00eam sido espa\u00e7os determinantes nas novas formas de pensar a hist\u00f3ria, quer atrav\u00e9s das suas instala\u00e7\u00f5es permanentes, quer atrav\u00e9s de exposi\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias. 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