{"id":1791,"date":"2018-02-10T09:08:48","date_gmt":"2018-02-10T09:08:48","guid":{"rendered":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/?p=1791"},"modified":"2021-03-05T23:07:28","modified_gmt":"2021-03-05T23:07:28","slug":"ciclo-o-atlantico-ibero-americano-secs-xvi-xx-perspectivas-historiograficas-recentes-2018-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/ciclo-o-atlantico-ibero-americano-secs-xvi-xx-perspectivas-historiograficas-recentes-2018-3\/","title":{"rendered":"Ciclo \u00abO Atl\u00e2ntico Ibero-Americano (s\u00e9cs. XVI-XX). Perspectivas historiogr\u00e1ficas recentes \u2013 2018\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1792 alignleft\" src=\"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/file_002498.jpg\" alt=\"\" width=\"618\" height=\"1022\" srcset=\"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/file_002498.jpg 2061w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/file_002498-181x300.jpg 181w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/file_002498-768x1270.jpg 768w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/file_002498-619x1024.jpg 619w\" sizes=\"auto, (max-width: 618px) 100vw, 618px\" \/>No \u00e2mbito do Ciclo \u201cO Atl\u00e2ntico Ibero-Americano (s\u00e9cs. XVI-XX). Perspectivas historiogr\u00e1ficas recentes \u2013 2018\u00bb tem lugar dia 20 de Fevereiro as confer\u00eancias<\/p>\n<p>\u00ab<strong>Governando o Atl\u00e2ntico: perspectivas historiogr\u00e1ficas<\/strong>\u00bb por Thiago Krause (Escola de Hist\u00f3ria\/ Unirio)<\/p>\n<p>\u00ab<strong>Caminhos e descaminhos da ideia imperial no Brasil independente<\/strong>\u00bb por Christian Lynch (Funda\u00e7\u00e3o Casa de Rui Barbosa\/ IESP\/ UERJ)<\/p>\n<p>Comentador: Pedro Cardim (CHAM)<\/p>\n<p>15h00 | Universidade de \u00c9vora \u2014 Anfiteatro 131<\/p>\n<p>Resumo:\u00a0<strong>Governar o Atl\u00e2ntico: Perspectivas Historiogr\u00e1ficas<\/strong>;\u00a0<span style=\"font-size: 1rem;\">Thiago Krause,\u00a0<\/span><span style=\"font-size: 1rem;\">Escola de Hist\u00f3ria\/ Unirio<\/span><\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 1\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<div class=\"page\" title=\"Page 1\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>A \u00e9poca moderna assistiu a uma imensa expans\u00e3o das unidades pol\u00edticas imperiais. O que significava, por\u00e9m, governar os imp\u00e9rios europeus que se expandiram no Atl\u00e2ntico? O que distinguia o exerc\u00edcio de governo na Am\u00e9rica e na \u00c1frica da governan\u00e7a na Europa? Quais eram as diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as entre os imp\u00e9rios? Qual pode vir a ser o papel da historiografia sobre o Atl\u00e2ntico portugu\u00eas nos debates sobre o Atl\u00e2ntico moderno?<\/p>\n<p>Essa apresenta\u00e7\u00e3o prop\u00f5e a necessidade de definir a governan\u00e7a de modo amplo, como a administra\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de poder que n\u00e3o se restringiam ao \u00e2mbito dom\u00e9stico e exigiam a participa\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es coletivas, o que permitiria conectar linhas historiogr\u00e1ficas que muitas vezes caminham separadas: o estudo das monarquias do Antigo Regime e suas elites e a an\u00e1lise das rela\u00e7\u00f5es sociais de produ\u00e7\u00e3o \u2013 as quais tamb\u00e9m s\u00e3o rela\u00e7\u00f5es de poder. Nesse sentido, \u00e9 preciso evitar \u201ca cis\u00e3o discut\u00edvel entre hist\u00f3ria interior da metr\u00f3pole e hist\u00f3ria do al\u00e9m-mar\u201d (Schaub, 2008) ao mesmo tempo em que se reconhece que a situa\u00e7\u00e3o colonial \u00e9 marcada pela presen\u00e7a de popula\u00e7\u00f5es subalternas etnicamente distintas que s\u00e3o exploradas de forma mais violenta do que na metr\u00f3pole e com menos respeito \u00e0s estruturas pol\u00edticas preexistentes.<\/p>\n<p>A perspectiva comparada foi adotada para sublinhar a import\u00e2ncia de levar em conta os questionamentos trazidos pelas diferentes tradi\u00e7\u00f5es historiogr\u00e1ficas e para destacar o que h\u00e1 de espec\u00edfico e comum nos empreendimentos imperiais europeus. As tem\u00e1ticas abordadas nessa apresenta\u00e7\u00e3o s\u00e3o as institui\u00e7\u00f5es europeias de governo ultramarino; a administra\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica colonial; as intera\u00e7\u00f5es religiosas; a especificidade do governo das maiorias subalternas e as reformas setecentistas.<\/p>\n<p>Em conclus\u00e3o, sugere-se a import\u00e2ncia de completar a internacionaliza\u00e7\u00e3o do estudo sobre o Atl\u00e2ntico portugu\u00eas atrav\u00e9s da publica\u00e7\u00e3o nos principais peri\u00f3dicos internacionais e do di\u00e1logo expl\u00edcito com a produ\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica estrangeira, na cren\u00e7a de que o estudo da monarquia portuguesa oferece importantes corretivos para vis\u00f5es excessivamente baseadas nos imp\u00e9rios espanhol e ingl\u00eas, especialmente no que toca \u00e0 interdepend\u00eancia, intera\u00e7\u00e3o, cogest\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o entre centro e periferias. Por outro lado, as investiga\u00e7\u00f5es sobre o mundo portugu\u00eas ganhariam com uma incorpora\u00e7\u00e3o mais sistem\u00e1tica do estudo das redes sociais e suas influ\u00eancias no processo decis\u00f3rio no Reino e, principalmente, no ultramar. Ainda mais importante \u00e9, por\u00e9m, a integra\u00e7\u00e3o das maiorias subalternas na an\u00e1lise da governan\u00e7a colonial.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 2\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Resumo:\u00a0<strong>Caminhos e descaminhos da ideia imperial no Brasil independente<\/strong>;\u00a0<span style=\"font-size: 1rem;\">Christian Lynch,\u00a0<\/span><span style=\"font-size: 1rem;\">Funda\u00e7\u00e3o Casa de Rui Barbosa\/ IESP\/ UERJ<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>A presente comunica\u00e7\u00e3o trata do nascimento e da difus\u00e3o da ideia de Brasil como Imp\u00e9rio. Desde os prim\u00f3rdios da coloniza\u00e7\u00e3o lusitana da Am\u00e9rica, as hist\u00f3rias e relatos produzidos pelos rein\u00f3is descreviam elogiosamente o Brasil ou os Brasis como uma terra vasta e pr\u00f3diga, cuja abund\u00e2ncia de recursos favorecia a melhoria de vida de quem se dispusesse a emigrar e participar assim daquele empreendimento de funda\u00e7\u00e3o de um grande imp\u00e9rio portugu\u00eas na Am\u00e9rica. Divulgada at\u00e9 meados do s\u00e9culo 17 como uma esp\u00e9cie de propaganda destinada a fomentar a emigra\u00e7\u00e3o no Reino, a partir da Restaura\u00e7\u00e3o (1640), a sensa\u00e7\u00e3o de fragilidade crescente de Portugal fortaleceu crescentemente a centralidade pol\u00edtica e econ\u00f4mica do Brasil, incrementada com o com\u00e9rcio do a\u00e7\u00facar e a descoberta do ouro nas Minas Gerais. J\u00e1 na segunda metade do s\u00e9culo 18 estadistas como Dom Lu\u00eds da Cunha e Dom Rodrigo de Sousa Coutinho passam a referir-se ao Brasil como parte mais valiosa do Imp\u00e9rio portugu\u00eas, a\u00ed incluso o pr\u00f3prio o Reino. A transmigra\u00e7\u00e3o da monarquia para a Am\u00e9rica em 1808 parece, do outro lado do Atl\u00e2ntico, o cumprimento de uma antiga profecia, a do grande e poderoso imp\u00e9rio do Ocidente, j\u00e1 ent\u00e3o encrustado no imagin\u00e1rio da burocracia imperial. Essa verdadeira utopia sobrevive \u00e0 independ\u00eancia do Brasil sob o signo da continuidade mon\u00e1rquica, que alimenta e explica a necessidade de preserva\u00e7\u00e3o da unidade territorial herdada do per\u00edodo colonial. Unidade territorial, grandeza futura e Imp\u00e9rio continuam assim a ser sin\u00f4nimos no vocabul\u00e1rio dos estadistas do novo Imp\u00e9rio brasileiro, oriundos da antiga burocracia joanina, como Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio e o Marqu\u00eas de Caravelas, como seus sucessores, como os viscondes de Uruguai e Porto Seguro. Entretanto, esse imagin\u00e1rio cedo ser\u00e1 desafiado pelos liberais radicais, que a ele opor\u00e3o uma vis\u00e3o alternativa de pa\u00eds, de origem americanista e inspira\u00e7\u00e3o estadunidense, de tend\u00eancia federalista e democr\u00e1tica, para rejeitar\u00e1 a ideia de imp\u00e9rio como anacr\u00f4nica, mercantilista e autorit\u00e1ria. A comunica\u00e7\u00e3o concluir\u00e1 sugerindo que, longe de estar esgotada, essas duas imagens de Brasil permanecem vivas, competindo no imagin\u00e1rio pol\u00edtico brasileiro do presente.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>**********************************<\/p>\n<p>Reunindo reputados especialistas internacionais, o ciclo \u201cO Atl\u00e2ntico Ibero-Americano (s\u00e9cs. XVI-XX). Perspectivas historiogr\u00e1ficas recentes\u00bb logra diversificar pontos-de-vista sobre a tem\u00e1tica em an\u00e1lise, integrando tanto abordagens de ordem conceptual e metodol\u00f3gica, como a apresenta\u00e7\u00e3o de resultados de investiga\u00e7\u00f5es emp\u00edricas.<\/p>\n<p><span class=\"TituloB\">Comiss\u00e3o Organizadora<\/span><\/p>\n<div class=\"ListProj\"><span class=\"Titulo\">\u2013 Gra\u00e7a Borges<\/span><span class=\"Titulo\" title=\"Centro Interdisciplinar de Hist\u00f3ria, Culturas e Sociedades \/ Universidade de \u00c9vora\">\u00a0(CIDEHUS\/U\u00c9)<\/span><br \/>\n<span class=\"Titulo\">\u2013 Isabel Corr\u00eaa da Silva<\/span><span class=\"Titulo\" title=\"Instituto de Ci\u00eancias Sociais \/ Universidade de Lisboa\">\u00a0(ICS\/ULisboa)<\/span><br \/>\n<span class=\"Titulo\">\u2013 Jos\u00e9 Dami\u00e3o Rodrigues<\/span><span class=\"Titulo\" title=\"Faculdade de Letras \/ Universidade de Lisboa\">\u00a0(FL\/ULisboa)<\/span><br \/>\n<span class=\"Titulo\">\u2013 Mafalda Soares da Cunha<\/span><span class=\"Titulo\" title=\"Centro Interdisciplinar de Hist\u00f3ria, Culturas e Sociedades \/ Universidade de \u00c9vora\">\u00a0(CIDEHUS\/U\u00c9)<\/span><br \/>\n<span class=\"Titulo\">\u2013 <a href=\"http:\/\/www.cham.fcsh.unl.pt\/invdet.aspx?inv=RS_0191\">Roberta Stumpf<\/a><\/span><span class=\"Titulo\" title=\"Centro de Hist\u00f3ria d'Aqu\u00e9m e d'Al\u00e9m-Mar\">\u00a0(CHAM)<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es sobre o Ciclo encontram-se <a href=\"http:\/\/www.cham.fcsh.unl.pt\/ac_actividade_pri.aspx?ActId=236\">aqui<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com apresenta\u00e7\u00f5es de Thiago Krause (Escola de Hist\u00f3ria\/ Unirio) e Christian Lynch (Funda\u00e7\u00e3o Casa de Rui Barbosa\/ IESP\/ UERJ), comentadas por Pedro Cardim (CHAM)<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":1774,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_cbd_carousel_blocks":"[]","_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[36,32,35],"tags":[97,111,113,93,112,289],"class_list":["post-1791","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-conferencia","category-encontro","category-ciclo","tag-archive","tag-atlantic","tag-brazil","tag-historiography","tag-america-latina","tag-postcolonialism"],"translation":{"provider":"WPGlobus","version":"3.0.0","language":"en","enabled_languages":["en","pt"],"languages":{"en":{"title":true,"content":true,"excerpt":true},"pt":{"title":true,"content":true,"excerpt":true}}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1791","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1791"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1791\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3360,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1791\/revisions\/3360"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1791"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1791"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1791"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}