{"id":4264,"date":"2020-01-05T22:19:17","date_gmt":"2020-01-05T22:19:17","guid":{"rendered":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/?p=4264"},"modified":"2023-02-21T15:46:17","modified_gmt":"2023-02-21T15:46:17","slug":"trabalho-musica-e-colonialismo-no-nordeste-de-angola-atraves-de-uma-fotografia-de-1954","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/trabalho-musica-e-colonialismo-no-nordeste-de-angola-atraves-de-uma-fotografia-de-1954\/","title":{"rendered":"Trabalho, M\u00fasica e Colonialismo no nordeste de Angola atrav\u00e9s de uma fotografia de 1954"},"content":{"rendered":"<p><strong>ABRIR O ARQUIVO<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4836 alignleft\" src=\"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/15009_5_r-f-1024x1007.jpg\" alt=\"\" width=\"507\" height=\"498\" srcset=\"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/15009_5_r-f-1024x1007.jpg 1024w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/15009_5_r-f-300x295.jpg 300w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/15009_5_r-f-768x755.jpg 768w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/15009_5_r-f-48x48.jpg 48w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/15009_5_r-f-250x246.jpg 250w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/15009_5_r-f-550x541.jpg 550w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/15009_5_r-f-800x787.jpg 800w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/15009_5_r-f-183x180.jpg 183w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/15009_5_r-f-305x300.jpg 305w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/15009_5_r-f-509x500.jpg 509w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/15009_5_r-f-45x45.jpg 45w, https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/15009_5_r-f.jpg 1427w\" sizes=\"auto, (max-width: 507px) 100vw, 507px\" \/><\/p>\n<p><strong>Fotografia \u00e0 guarda da Universidade de Coimbra, comentada pela antrop\u00f3loga Cristina S\u00e1 Valentim, a convite da equipa editorial<\/strong><\/p>\n<p>Em maio de 1954, a caravana da Miss\u00e3o de Recolha de Folclore Musical da Diamang (Companhia de Diamantes de Angola) parte do Dundo em dire\u00e7\u00e3o ao L\u00f3vua, no extremo norte do distrito da Lunda, circunscri\u00e7\u00e3o do Chitato, atual prov\u00edncia da Lunda Norte, onde grava cerca de 200 can\u00e7\u00f5es \u201ctradicionais\u201d e \u201caut\u00eanticas\u201d de origem Cokwe. Inicia-se assim a quinta campanha de recolha liderada pelo funcion\u00e1rio da Companhia, Manuel Pinho Silva, quatro anos ap\u00f3s o arranque da Miss\u00e3o no leste angolano junto daqueles e daquelas que tinham o estatuto sociojur\u00eddico de <em>ind\u00edgenas<\/em>, integrando a m\u00e3o-de-obra contratada, sob coa\u00e7\u00e3o, para as minas e lavras da empresa diamant\u00edfera.<\/p>\n<p>O processo da recolha das can\u00e7\u00f5es obedeceu a uma log\u00edstica em muito semelhante ao processo do recrutamento de trabalhadores contratados: ainda antes ou j\u00e1 no Posto Administrativo, Pinho Silva contactava com o administrador da Circunscri\u00e7\u00e3o respetiva para ter autoriza\u00e7\u00e3o para a recolha. Depois de a obter, era tamb\u00e9m ele que contactava os Chefes de Posto e os Secret\u00e1rios. Estes, por sua vez, auxiliados pelos cipaios, pol\u00edcia colonial com elementos <em>ind\u00edgenas<\/em>, pediam aos Sobas que reunissem as popula\u00e7\u00f5es das suas aldeias para os trabalhos da Miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Cada recolha era feita a partir de um acampamento que a Miss\u00e3o montava nas proximidades de um sobado e que marcava, como a um territ\u00f3rio conquistado, com a Bandeira de Portugal. O acampamento servia de base para as recolhas que, em norma, demoravam entre tr\u00eas a sete dias numa \u00e1rea de trabalho que podia abranger cerca de 30 km de extens\u00e3o e implicar longas e dif\u00edceis desloca\u00e7\u00f5es. Sempre que n\u00e3o era poss\u00edvel a caravana aceder \u00e0s aldeias devido a acessos intransit\u00e1veis a ve\u00edculos motorizados, as comunidades deslocavam-se at\u00e9 ao acampamento da Miss\u00e3o para se proceder \u00e0 \u201cconvoca\u00e7\u00e3o de ind\u00edgenas\u201d. Nessas situa\u00e7\u00f5es, os Chefes de Posto pediam aos Sobas que trouxessem as pessoas que soubessem cantar e tocar, acompanhadas dos instrumentos e escoltadas pelos cipaios que as levavam at\u00e9 aos acampamentos onde permaneciam como uma \u201cgrande concentra\u00e7\u00e3o de povos de aldeias distantes\u201d. Durante estas \u201cconcentra\u00e7\u00f5es de ind\u00edgenas\u201d, que podiam reunir at\u00e9 cerca de uma centena de pessoas de v\u00e1rias origens \u00e9tnicas, procedia-se \u00e0 \u201cescuta de ind\u00edgenas\u201d.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s muitos ensaios, nomeadamente para a afina\u00e7\u00e3o de coros, eram gravadas can\u00e7\u00f5es interpretadas por solistas e tocadores entretanto selecionados. As grava\u00e7\u00f5es de can\u00e7\u00f5es eram feitas no pr\u00f3prio dia ou no dia seguinte, e no final das mesmas eram distribu\u00eddos \u201cmatabichos\u201d (refei\u00e7\u00f5es\/ceias). As grava\u00e7\u00f5es iniciavam ao in\u00edcio da noite, mais ou menos a partir das 17 horas, ou a seguir ao jantar, nos ser\u00f5es, de forma a evitar as horas de maior calor, demorando cerca de quatro a cinco horas. Caso os\/as int\u00e9rpretes n\u00e3o tivessem forma de regressar a p\u00e9 \u00e0s suas aldeias, caso fosse poss\u00edvel, a Miss\u00e3o oferecia boleia. Os e as participantes nas recolhas por norma eram \u201cgratificados&#8221; com dinheiro, g\u00e9neros alimentares e bens, podendo receber roupa, len\u00e7os, alimentos, colares, pulseiras, brincos, m\u00e1quinas de barbear, p\u00edfaros, lanternas ou tabaco. Tamb\u00e9m os <em>ind\u00edgenas \u201c<\/em>assimilados\u201d ou \u201ccivilizados\u201d e os Chefes de Posto que mais auxiliassem os trabalhos da Miss\u00e3o, iam recebendo presentes para si e para a sua fam\u00edlia. As grava\u00e7\u00f5es de can\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m ocorreram durante os trajetos dos recrutamentos de trabalhadores contratados para a Companhia, que seguiam das aldeias at\u00e9 \u00e0s minas, gravando as designadas \u201ccan\u00e7\u00f5es no trabalho\u201d.<\/p>\n<p>Durante a quinta campanha da Miss\u00e3o, entre maio e dezembro de 1954 no L\u00f3vua, o Soba Canzunda foi um dos Sobas que auxiliou a Miss\u00e3o nos trabalhos de recolha. Canzunda olha de frente para a m\u00e1quina fotogr\u00e1fica<em> Paillard<\/em>, funcionando com rolos de 16mm, enquanto aguarda sentado, com a sua popula\u00e7\u00e3o atr\u00e1s de si, pelo in\u00edcio dos trabalhos de audi\u00e7\u00e3o das melhores vozes e dos melhores tocadores do seu sobado. Esta fotografia, para al\u00e9m de constar no relat\u00f3rio da quinta campanha, foi publicada em formato de livro (escrito com texto em ingl\u00eas e portugu\u00eas) em 1961, inserido na s\u00e9rie das Publica\u00e7\u00f5es Culturais da Companhia de Diamantes de Angola. O livro tem em anexo as fitas magn\u00e9ticas referentes \u00e0s can\u00e7\u00f5es Cokwe recolhidas na regi\u00e3o do L\u00f3vua e circulou a n\u00edvel nacional e internacional, tendo sido oferecido pela Companhia e pelo Museu do Dundo \u00e0s mais prestigiantes institui\u00e7\u00f5es culturais na Europa, EUA, Brasil e \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p>Esta fotografia pode ser consultada no website <a href=\"http:\/\/www.diamangdigital.net\/index.php?module=diamang&amp;option=item&amp;id=1655\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Diamang Digital<\/a>\u00a0e pertence ao fundo do arquivo fotogr\u00e1fico dos Servi\u00e7os Culturais da Diamang.<\/p>\n<p><em>Deixamos tamb\u00e9m o registo documental da sua prova no arquivo, indicando a sua publica\u00e7\u00e3o no 5\u00ba relat\u00f3rio de 1954, e a imagem da dita p\u00e1gina [p. 2].<\/em><\/p>\n<div id=\"envira-gallery-wrap-4862\" class=\"envira-gallery-wrap envira-gallery-theme-base envira-lightbox-theme-base\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/ImageGallery\"><div data-row-height=\"\" data-gallery-theme=\"\" id=\"envira-gallery-4862\" class=\"envira-gallery-public  envira-gallery-2-columns envira-clear enviratope envira-gallery-css-animations\" data-envira-columns=\"2\"><div id=\"envira-gallery-item-4864\" class=\"envira-gallery-item enviratope-item envira-gallery-item-1 envira-lazy-load\" style=\"padding-left: 5px; 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Science for People &amp; the Planet (CFE) da Universidade\u00a0de Coimbra, e investigadora colaboradora no Instituto de Etnomusicologia\u00a0\u2013 Centro de Estudos em M\u00fasica e Dan\u00e7a (INET-md), p\u00f3lo da Universidade de Aveiro.<\/p>\n<p>Escreveu este texto a convite da equipa editorial do site-blog do Grupo de Investiga\u00e7\u00e3o<em> Imp\u00e9rios, Colonialismo e Sociedades P\u00f3s-Coloniais<\/em>;\u00a0estimulado pelo uso desta fotografia como imagem do cartaz de um evento acad\u00e9mico, <a href=\"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/conferencia-fotografia-historia-e-arquivo-na-universidade-nova\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Confer\u00eancia Fotografia, Hist\u00f3ria e Arquivo<\/a>, organizado pela Faculdade de Ci\u00eancias Sociais e Humanas da Universidade Nova, que contou com a presen\u00e7a de investigadores deste Grupo de Investiga\u00e7\u00e3o, In\u00eas Ponte, Filipa Lowndes Vicente e Ana Gandum.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Abrindo o arquivo: Cristina S\u00e1 Valentim, antrop\u00f3loga, recupera a hist\u00f3ria da produ\u00e7\u00e3o de uma fotografia do esp\u00f3lio da Diamang, durante uma campanha da miss\u00e3o de recolha de Folclore Musical, em 1954. <\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":4836,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_cbd_carousel_blocks":"[]","_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[33,40],"tags":[117,45,9,147,97,96,332,74,305,124,297,228,19,285,279,307],"class_list":["post-4264","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ensaios","category-investigacao","tag-administracao","tag-africa","tag-angola","tag-anthropology","tag-archive","tag-ethnography","tag-forced-labour","tag-indigenous-history","tag-labour","tag-memory","tag-music","tag-popular-culture","tag-sonoridades","tag-visual-culture","tag-post","tag-science"],"translation":{"provider":"WPGlobus","version":"3.0.0","language":"en","enabled_languages":["en","pt"],"languages":{"en":{"title":true,"content":true,"excerpt":true},"pt":{"title":true,"content":true,"excerpt":true}}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4264","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4264"}],"version-history":[{"count":28,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4264\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4856,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4264\/revisions\/4856"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4836"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4264"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4264"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gi-imperios.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4264"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}