Ciclo de cinema
Entre o documentário e a ficção, este ciclo junta diferentes olhares cinematográficos sobre o conflito que opôs o regime autoritário do Estado Novo aos movimentos de libertação africanos. A projecção dos filmes será seguida de conversas com convidados, que poderá abrir-se à participação do público.
23 abril, 15h
Miragaia foi à Guerra, da Confederação, Portugal, 2024, documentário, 30′
Entre 1961 e 1974, mais de 800 mil homens partiram de Portugal para combater em Angola, Guiné e Moçambique. Nesse tempo, também a freguesia portuense de Miragaia foi à guerra. Houve jovens que partiram para África, pais que viram os filhos embarcar, raparigas que se fizeram madrinhas de guerra, há os que voltaram e os que por lá permaneceram.
Nesta sessão, serão projectadas 2 photo-conversas realizadas no âmbito do Memoratório, um projeto da Confederação – coletivo investigação teatral, sedeada no Porto. MIRAGAIA FOI À GUERRA partiu do encontro com homens que habitaram Miragaia e as suas coleções fotográficas, revelando as muitas maneiras através das quais as estórias das suas vidas se cruzaram com a história recente da cidade, do país e do mundo.
Conversa com Kathrin Sartingen, Miguel Ramos e Maria José Lobo Antunes
23 de abril, 17h30
A Respeito da Violência, de Goran Olssom, Suécia, 2014, Documentário, 89′
A RESPEITO DA VIOLÊNCIA é, simultaneamente, um documentário baseado em material de arquivo que abrange os momentos mais ousados da luta de libertação em África e uma exploração dos mecanismos de descolonização através de excertos de Os Condenados da Terra, de Frantz Fanon. O livro de referência de Fanon, escrito há mais de 50 anos, continua a ser um instrumento essencial para compreender e esclarecer o neocolonialismo que se verifica hoje em dia, bem como a violência e as reacções contra este.
Daniel Oliveira modera conversa com Maria da Conceição Neto e Fernando Pacheco
24 abril, 17h30
Nação Valente, de Carlos Conceição, Portugal, 2022, Ficção, 119′
1974, décimo terceiro ano da guerra de libertação: os portugueses e seus descendentes fogem da colónia de Angola, onde grupos independentistas gradualmente reivindicam o seu território. NAÇÃO VALENTE dá uma dupla perspectiva sobre esta luta: uma menina tribal que descobre o amor e a morte quando o seu caminho se cruza com o de um jovem soldado português; Um grupo de soldados portugueses está barricado dentro de um muro infinito do qual terão que escapar assim que o passado sair do túmulo para reivindicar a sua tão esperada justiça.
O ciclo Memórias de Paz e Guerras propõe olhar o passado através de fotografias de coleções pessoais, de criações cinematográficas e de artes plásticas. A programação inclui uma exposição, um ciclo de cinema e conversas com convidados e com o público. É tempo de discutir o passado e imaginar futuros.
Entrada livre – Centro Cultural Camões, Av. Portugal, 50, Luanda
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Curadoria da exposição Maria José Lobo Antunes, Inês Ponte e Kiaku Zambo
Artista convidado: Lino Damião
Programação do ciclo de cinema: Miguel Ramos, Inês Ponte e Maria José Lobo Antunes
Convidados do ciclo de cinema: Daniel Oliveira, Fernando Pacheco, Kathrin Sartingen e Maria da Conceição Neto
Um projeto da Confederação – coletivo de investigação teatral, em parceria com o Camões.
APOIOS
Gerda Henkel Stiftung
ICS-ULisboa & Grupo de Investigação IMPÉRIOS
Gravando Memórias doi.org/10.54499/2024.15593.PEX
Arkivo50
AGRADECIMENTOS
Aires Damião, Benjamim Sabby, Conceição Damião, Daniel Oliveira, Domingas Damião, Fernando Pacheco, José Lobo Antunes, Kathrin Sartingen, Katia Damião, Maria da Conceição Neto, Muamby Wassaki, Raquel Pereira, Rui Urbano, SD Zabila, Sofia Gabriel.
